Olá “meus caros e nobres alunos”, hoje, estamos aqui para celebrar uma jornada que não foi fácil, mas que valeu cada esforço. É uma honra falar, para essa turma que conseguiu chegar até aqui, pois muitos eu conheci no momento de suas matrículas, e aqui estou eu, na conclusão dessa etapa.

Parafraseando a música A Estrada, do Cidade Negra: “Você não sabe o quanto eu caminhei, pra chegar até aqui!” Percorremos milhas e milhas antes de dormir, sem cochilar, escalamos os mais belos montes, atravessamos noites escuras e frias, choramos, mas não desistimos. Cada um de vocês tem uma história, mas todos compartilhamos o mesmo esforço silencioso que nos trouxe até este momento.

Quero agradecer sinceramente aos professores/as que lhes inspiraram, aos seus amigos que caminharam ao seu lado e às famílias que apoiaram seus entes queridos incondicionalmente. Também homenageamos aqueles que não puderam estar aqui, mas cujo legado permanece conosco.

Agora, formados, vocês entraram de vez no “ringue”. A graduação é o ingresso, o passaporte para entrar em campo. Mas o verdadeiro combate acontece no mundo do trabalho, são disputas. E quem vence são os mais preparados aqueles que treinam mais, que estudam mais, que se atualizam.

É aí que entra a pós‑graduação: a especialização, o mestrado. Não são apenas títulos, são qualificações que vão diferenciar vocês nesta nova etapa da vida profissional. Quem se aprofunda no que ama, atua de forma mais prazerosa e satisfatória, quem se prepara, quem não para de aprender, será quem fará diferença e comtemplará reconhecimentos.

Quero deixar o meu incentivo: vocês agora são graduados em nível superior tecnólogos, Licenciados e bacharéis, profissionais com formação sólida. Não há hierarquia entre os cursos, mas existe diferença na forma como vocês vão se posicionar na sociedade e no mercado.

Façam a diferença. Como profissionais, como pessoas. Que sejam referência no trabalho, na família e na sociedade. Que o seu fazer, a sua ética, o seu compromisso, sejam reconhecidos.

Parabéns, formados. Agora, comecem a pensar, o que vai ser de vocês depois da graduação? Que a pós‑graduação seja a próxima etapa consciente da sua trajetória.

Prof. Me. Moisés Vasconcelos - Assistente Social












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O estudo analisa os impactos das obras de macrodrenagem na Bacia do Tucunduba, em Belém, evidenciando processos de urbanização, gentrificação e exclusão social, e, sobretudo, as resistências populares protagonizadas pelo Movimento Tucunduba Pró Lago Verde.

Trata-se de uma pesquisa comprometida com o direito à cidade, a justiça socioambiental e a valorização das lutas dos territórios periféricos.

Registro minha gratidão à Profa. Dra. Roselene de Souza Portela, pela orientação e parceria acadêmica, e ao companheiro Renato César Gomes Cunha, apresentando o trabalho e fortalecendo essa construção coletiva.


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 Compartilho com alegria a publicação do meu novo artigo em uma revista (Qualis A4). O texto analisa o racismo ambiental a partir da experiência das comunidades que vivem no entorno do aterro sanitário de Marituba, na Região Metropolitana de Belém/PA. A pesquisa mostra como os impactos socioambientais se distribuem de forma desigual e atingem com mais força populações periféricas, negras e historicamente marginalizadas. Também evidencia a potência da mobilização comunitária e dos movimentos sociais na defesa do território e na luta por justiça socioambiental.





Palavras-chave: 

aterro sanitário, impactos socioambientais, racismo ambiental, distribuição desigual de impactos

Resumo

Este artigo apresenta parte dos resultados de uma pesquisa de mestrado que investigou os impactos da implantação de um aterro sanitário em Marituba, Estado do Pará. O objetivo principal é apresentar os dados relativos à percepção dos moradores sobre os impactos socioambientais e refletir sobre o racismo ambiental e a distribuição desigual dos danos ambientais e sociais. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa para coleta de dados. Foram aplicados 40 questionários em três bairros diretamente afetados pelo empreendimento, com moradores selecionados com base em critérios como proximidade ao aterro e permanência no local por pelo menos cinco anos. Os resultados indicam que a implantação do aterro causou impactos negativos em áreas como saúde, economia e qualidade de vida. Moradores relataram doenças respiratórias, alergias e problemas estomacais devido à contaminação do ar, água e solo. O mau cheiro afetou a qualidade de vida e dificultou a socialização e o uso dos rios. Agricultores e pescadores enfrentaram dificuldades econômicas devido à possível contaminação, além do prejuízo ao turismo local. A infraestrutura urbana não apresentou melhorias e a falta de consulta pública antes da instalação do aterro gerou insatisfação e exclusão da população nas decisões.


Como Citar

Vasconcelos Junior, M. R., Portela, R. de S., & Lisboa, C. R. F. (2025). Racismo ambiental: distribuição desigual dos impactos socioambientais do aterro sanitário em Marituba-PACuadernos De Educación Y Desarrollo - QUALIS A417(12), e10234. https://doi.org/10.55905/cuadv17n12-014



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O trabalho evidencia como a realização da COP 30 tem acelerado intervenções urbanas em Belém, produzindo uma cidade pensada mais para o olhar internacional do que para as necessidades reais da população amazônica. Embora as obras sejam apresentadas como sinônimo de modernização, elas reforçam velhos padrões de desigualdade, sobretudo quando excluem moradores das decisões sobre seus territórios. Nesse contexto, o Fórum Estadual de Reforma Urbana do Pará (FERU) surge como uma importante contra-força coletiva, atuando na mediação de conflitos, no fortalecimento da participação popular e na defesa do direito à cidade.

A reflexão central do trabalho reside na ideia de que nenhuma cidade se torna “sustentável” apenas com grandes projetos e discursos oficiais. A sustentabilidade verdadeira passa pelo respeito aos modos de vida locais, pela justiça socioambiental e pelo protagonismo das comunidades impactadas. O estágio desenvolvido junto ao FERU demonstra que a universidade, quando conectada aos movimentos sociais, tem capacidade de ampliar consciência crítica, sistematizar experiências e fortalecer estratégias de resistência frente a processos de urbanização excludente.

Assim, o estudo reafirma que preparar Belém para a COP 30 não deveria significar expulsar, silenciar ou invisibilizar quem sempre sustentou a cidade. Ao contrário: deve significar criar caminhos de participação real, democratização do espaço urbano e defesa coletiva de uma Amazônia que não seja apenas cenário, mas território vivo e político.




Autoria 
Moisés Rita Vasconcelos Junior
Roselene de Souza Portela
Camilly de Nazaré Sampaio Gonçalves
Thayná dos Santos Souza.

Palavras-chave: Participação popular; Direito à cidade; COP 30.

A realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), prevista para 2025 em Belém-PA, insere a cidade em um ritmo acelerado de intervenções urbanas e reestruturação territorial, voltadas à construção de uma nova imagem no cenário internacional. Obras de mobilidade, revitalização de espaços públicos e adequações de infraestrutura são apresentadas pelo poder público como medidas de modernização e sustentabilidade. Contudo, conforme destaca Lefebvre (2001), o direito à cidade ultrapassa melhorias materiais, exigindo a apropriação democrática do espaço urbano e a participação efetiva da população nas decisões sobre seu uso e transformação. Nesse cenário, o Fórum Estadual de Reforma Urbana do Pará (FERU) se destaca como mediador social e articulador político, fortalecendo a participação popular e defendendo a justiça socioambiental. Este relato de experiência deriva do plano de ação do Estágio Supervisionado I e II em Serviço Social, realizado no âmbito do Programa de Reforma Urbana da UFPA (PARU), em consonância com a Política Nacional de Estágio da ABEPSS (2010), que orienta a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão no compromisso com o projeto ético-político da profissão. O objetivo é analisar e sistematizar práticas de gestão social voltadas à mediação de conflitos urbanos e à defesa de comunidades impactadas por intervenções ligadas à preparação para a COP 30.



Como citar:

Vasconcelos Junior, Moisés Rita; Portela, Roselene de Souza; Gonçalves, Camilly de Nazaré Sampaio; Souza, Thayná dos Santos. Resistência Urbana e Participação Popular na Amazônia: Estratégias do Fórum Estadual de Reforma Urbana do Pará frente aos Impactos da COP 30 em Belém-PA. Trabalho apresentado no Seminário Conexão, 2025.


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         A urbanização de Belém sempre ocorreu de maneira desigual, especialmente nas áreas de baixada, onde vivem populações historicamente vulnerabilizadas. Nas últimas décadas, grandes obras de infraestrutura entre elas a macrodrenagem das Bacias de Belém, têm sido apresentadas como soluções modernas para reduzir alagamentos e riscos ambientais. Mas, por trás desse discurso, surgem impactos profundos: remoções forçadas, desestruturação comunitária e o agravamento das desigualdades socioespaciais.

        Nesse cenário, o Fórum Estadual de Reforma Urbana do Pará (FERU) assume um papel estratégico como espaço de resistência, diálogo e fortalecimento da participação popular. O trabalho desenvolvido em articulação com o Programa de Reforma Urbana da UFPA (PARU), e no contexto do estágio supervisionado em Serviço Social, revela como a gestão social pode atuar na mediação de conflitos urbanos e na defesa do direito à cidade.



Autoria 
Moisés Rita Vasconcelos Junior
Roselene de Souza Portela
Camilly de Nazaré Sampaio Gonçalves
Thayná dos Santos Souza.

 

Palavras-chave: Gestão social; Mediação de conflitos urbanos; Direito à cidade.

 

Introdução: O processo de urbanização em Belém-PA tem sido marcado por grandes intervenções de infraestrutura, como a macrodrenagem das Bacias de Belém, que impactam diretamente comunidades vulnerabilizadas, sobretudo aquelas situadas em áreas de baixada. Apesar de apresentadas sob discursos de modernização e mitigação de riscos ambientais, tais obras frequentemente resultam em remoções forçadas, fragmentação territorial e agravamento das desigualdades socioespaciais. Neste contexto, o Fórum Estadual de Reforma Urbana do Pará (FERU) atua como mediador social e articulador político, fortalecendo a participação popular e defendendo o direito à cidade. Este relato de experiência decorre do plano de ação do Estágio Supervisionado I e II em Serviço Social, desenvolvido no âmbito do Programa de Reforma Urbana da UFPA(PARU), que atende à perspectiva de formação profissional prevista na Política Nacional de Estágio da ABEPSS ao articular ensino, pesquisa e extensão na direção do projeto éticopolítico da profissão. O objetivo é analisar e sistematizar práticas de gestão social voltadas à mediação de conflitos urbanos e à defesa de comunidades afetadas por obras de macrodrenagem.

 

Como citar:


Vasconcelos Junior, Moisés Rita; Portela, Roselene de Souza; Gonçalves, Camilly de Nazaré Sampaio; Souza, Thayná dos Santos. Gestão Social e Mediação de Conflitos Urbanos: Atuação do Fórum Estadual de Reforma Urbana do Pará frente à Macrodrenagem das Bacias de Belém-PA. Trabalho apresentado no Seminário Conexão. 2025.
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O desemprego e a exclusão no mundo do trabalho não são exclusividades do Serviço Social. Eles fazem parte de um fenômeno mais amplo e histórico, onde o "exército de reserva" de trabalhadores é mantido como uma característica intrínseca do capitalismo. Cursos tradicionalmente considerados elitizados, como Direito, Engenharias e as áreas da Saúde, também enfrentam suas próprias dificuldades quando se trata de inserção profissional. 



Mesmo em áreas que são vistas como promissoras, muitos recém-formados enfrentam barreiras significativas. Exceto para aqueles que têm a vantagem de herdar escritórios, consultórios e convênios já estabelecidos, o caminho pode ser desafiador. É comum ouvir relatos de recém-formados em medicina, por exemplo, que reclamam da falta de oportunidades, especialmente para ingressar em programas de residência ou especialização. 

Essas dificuldades refletem uma estrutura econômica que, ao longo do tempo, privilegia a acumulação de capital e mantém refração do capital de uma parte significativa da força de trabalho em estado de insegurança. Essa realidade exige uma reflexão crítica sobre como o sistema pode ser transformado para assegurar que todos os profissionais tenham a oportunidade de contribuir e prosperar em suas áreas de escolha. 

Entender essas contradições é o primeiro passo para não internalizar a culpa por uma realidade que é sistêmica. É vital reconhecer que a precarização do trabalho e a falta de oportunidades não refletem sua capacidade ou dedicação, mas sim uma estrutura que precisa de transformação. 

Portanto, ampliar seu conhecimento, desenvolver habilidades críticas e entender as dinâmicas do sistema vigente são passos fundamentais. Essa abordagem não só fortalece sua capacidade de se adaptar e inovar, mas também contribui para a construção de um futuro mais equitativo. Mantenha-se esperançosa e comprometida, pois a transformação começa com a compreensão e a ação fundamentada. 
A transformação radical da realidade profissional do Serviço Social demanda uma práxis revolucionária que compreenda a totalidade das relações sociais sob o jugo do capital. É imperativo reconhecer que a desvalorização da categoria não é mero acaso, mas produto histórico-dialético da sociedade burguesa que mercantiliza a formação profissional e precariza as políticas sociais. 

O fortalecimento da categoria deve partir de uma consciência de classe que supere o corporativismo ingênuo. Nossa luta não se limita a conquistas salariais - embora estas sejam importantes - mas visa a superação do modo de produção que transforma a educação em mercadoria e o trabalho social em instrumento de contenção das contradições do capital. 

Os conselhos profissionais precisam assumir posição combativa contra as instituições de ensino que, sob a lógica do lucro, produzem um exército industrial de reserva de assistentes sociais. A fiscalização rigorosa deve ser apenas o primeiro passo de um projeto mais amplo de enfrentamento à mercantilização da formação profissional. 

A verdadeira valorização do Serviço Social só virá através da organização coletiva dos trabalhadores, unindo-se às lutas mais gerais da classe trabalhadora. Precisamos construir uma práxis que articule a defesa da profissão com a superação da ordem burguesa, pois somente em uma sociedade emancipada da exploração capitalista poderemos exercer plenamente nosso papel na construção de relações sociais verdadeiramente humanas. 

A luta é árdua, companheira, mas necessária. Como nos ensina Marx, não basta interpretar o mundo - é preciso transformá-lo. E esta transformação começa pela nossa organização enquanto categoria profissional revolucionária, comprometida com a superação radical das relações sociais que produzem e reproduzem a desigualdade, a exploração e a alienação do trabalho. 
 

“Quem disse que nossa atuação tem limites quando o horizonte é a emancipação humana? A história não terminou, ela pulsa nas contradições que enfrentamos cotidianamente e nas possibilidades que construímos coletivamente".

Moisés Vasconcelos - Trabalhador precarizado que recusa a precarização do sonho e da consciência. 

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O Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) anuncia a abertura das inscrições para o curso de Mestrado Acadêmico em Administração, com ingresso no segundo semestre de 2025.





As inscrições estarão abertas de

14 de abril a 18 de maio de 2025.

Os interessados podem se inscrever atravésdo [SIGAA]

 

O PPGA disponibiliza um total de 20 vagas, distribuídas da seguinte forma:

- Até 14 vagas em ampla concorrência;

- Até 1 vaga para candidatos estrangeiros;

- Até 2 vagas para políticas de ação afirmativa.

 

Público-Alvo: 

Podem participar do processo seletivo candidatos que possuam diploma de nível superior reconhecido pelo MEC ou por Instituição de Ensino Superior nacional.

 

Linhas de Pesquisa: 

O curso está estruturado em uma Área de Concentração em Gestão e Sustentabilidade, com duas linhas de pesquisa:

1. Estratégia, Gestão e Tecnologia em Organizações;

2. Gestão da Produção, Economia e Desenvolvimento Sustentável na Amazônia.

 

A seleção dos candidatos será composta por cinco etapas:

1. Inscrição

2. Análise da documentação submetida no Sistema SIGAA

3. Avaliação da proposta de pesquisa

4. Análise da pontuação do currículo

5. Entrevista realizada por uma banca examinadora

 

Objetivo do Programa:

O PPGA da UNIR tem como objetivo formar profissionais capazes de desenvolver e aplicar metodologias e práticas de ensino e pesquisa em administração, além de capacitar para a gestão eficiente de organizações.

 

🌟 Conquistar um diploma de pós-graduação é um avanço significativo na carreira acadêmica e profissional.

 É uma oportunidade para aprofundar conhecimentos, expandir redes de contato e impactar a educação de forma significativa.

 

Para auxiliar nesse processo, oferecemos um Pacote Especial de Orientação Acadêmica com 6 horas de acompanhamento em todas as etapas do processo seletivo.

 Nossa equipe está preparada para ajudar desde a elaboração do projeto de pesquisa até a preparação para a entrevista.

 

📞 Entre em contato via WhatsApp: (91) 98593-5877 e garanta seu pacote de orientação personalizada!

 

Mais informações estão disponíveis no edital completono site oficial do PPGA: [PPGA UNIR] (https://www.ppga.unir.br).

 

Não perca a chance de avançar na sua carreira acadêmica e profissional com um programa de renome e qualidade!

 

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